Comunicar com o outro está na natureza e na constituição do ser humano, radicando na sua abertura e imperfeição originais.
Existe nele uma disposição inacta e permanentemente para comunicar com o outro e com a realidade que o rodeia em geral, de tal modo que lhe é impossivel não comunicar.
A própria realidade é uma fonte inesgotável de informações. Por outro lado, o sector da actividade humana que mais profundas transformações sofreu nos últimos tempos foi a comunicação.
Não é possível imaginar a vida contemporânea sem as profundas transformações que ocorreram nas tecnologias da informação.
Por isso, a sociedade de hoje é designada como sociedade da informação.
Mas informar não é o mesmo que comunicar.
Tem sido trágico para o homem confundir a unidireccionalidade da informação com carácter interactivo da comunicação.
Daí que o homem de hoje possa estar bem informado sem que isso signifique que conseguiu quebrar o isolamento e a solidão para que foi remetido nos frios e anónimos espaços urbanos, bem como o deserto do real. Por todas estas razões, conhecer é a dimensão comunicativa do homem é essencial para compreendermos o processo em que o homem se faz homem.
Porque o homem constrói-se através da comunicação.
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