sexta-feira, 4 de março de 2011

Módulo 4 Picologia 9ºcef

1. O que influência a minha carreira?
A carreira não se desenvolve no vazio. Os alunos devem tomar consciência da influência das
dimensões contextuais e individuais no desenvolvimento da carreira. Neste sentido, devem ser
Construção do Projecto de Vida
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convidados a explorar aspectos de
estruturação dos seus interesses, no desenvolvimento das suas competências e na organização das
suas expectativas e aspirações. O papel da família e dos amigos, pelas experiências que
proporcionam e pelos valores que partilham, também deve ser considerado. As oportunidades de
emprego e formação surgem, também, como um tópico de grande relevância, na medida em que os
alunos se servem desta faceta da dimensão contextual para identificar barreiras e oportunidades à
implementação dos seus projectos de vida.
si próprios e do espaço de vida que possam ter tido influência na
2. O que aprendi?
Salientar a importância das experiências de aprendizagem em função do modo como encaramos a
carreira e as tarefas de desenvolvimento que lhe estão associadas. Estimular a estruturação e o
desenvolvimento de crenças positivas e negativas acerca do que o aluno julga ser, ou não, capaz de
aprender, ou seja, quais os impactos do processo de formação no funcionamento motivacional e no
comportamento vocacional do aluno, nomeadamente ao nível do sentimento de auto-eficácia, das
expectativas de resultados e, consequentemente, ao nível da formulação de projectos de vida. Há
aqui lugar, ainda, para a identificação dos estilos de aprendizagem, procedimento essencial para que
se adoptem as respostas adequadas às dificuldades que possam surgir neste domínio. Por fim, mas
não menos importante, devem salvaguardar-se momentos em que os alunos fazem sínteses das
principais competências desenvolvidas ao longo do curso e têm oportunidade de as expressar.
3. Quem sou?
O desenvolvimento do auto – conhecimento surge como um processo essencial na avaliação de
experiências tidas, nomeadamente, a formativa e na formulação dos projectos vocacionais e de vida.
Devem ser trabalhadas aquelas dimensões consideradas relevantes na estruturação do
conhecimento de si próprio. Para tal, é importante que os alunos sejam convidados a relacionar as
suas competências, interesses, valores e aspirações em relação ao futuro que estão a antecipar e a
construir.
4. O que quero ser / fazer?
Situar o aluno perante a necessidade de desenvolver atitudes e competências favoráveis à
implementação do seu projecto de vida, nomeadamente, na assunção e integração dos diferentes
papéis exigidos nos diferentes espaços de vida.
A importância da agência individual na elaboração dos projectos de carreira; a qualidade dos
projectos em função das modalidades de tomada de decisão (planeada
importância das metas realistas, e dos passos necessários à concretização das mesmas, como
garante do sucesso na implementação da alternativa considerada formativa ou de trabalho.
versus ao acaso); a
5. Quais os passos?
O processo de transição, escola – mundo do trabalho ou ensino básico – ensino secundário, surge
como um evento esperado e desejado pela maioria dos alunos. Beneficia com uma preparação, no
que se refere à identificação e desenvolvimento das competências necessárias a uma transição bem
sucedida assim como da mobilização dos mecanismos de suporte a usar. A clarificação dos
objectivos e a revisão das alternativas consideradas surge como uma tarefa de grande relevância
neste empreendimento. Para tal, torna-se importante situar, no tempo futuro as metas de curto,
médio e longo prazo e identificar as exigências pessoais associadas à concretização de cada uma
delas.
Em síntese, o esquema conceptual (ver Figura 3) apresenta as cinco dimensões que organizam o
módulo. Cada uma delas incide sobre facetas distintas mas que se interligam. A sua concretização
não é linear nem sequencial, pelo que todos os docentes podem planificar as suas actividades
procurando contribuir para a promoção das competências sinalizadas neste módulo. Sugerimos o
uso do esquema conceptual do módulo aquando da organização do plano curricular de turma. As
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dimensões seleccionadas podem servir como um mapa que organiza e dá sentido às actividades dos
diferentes agentes envolvidos no processo formativo.
Figura 3
– Esquema conceptual do módulo
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Conteúdos
1. O que influencia a minha carreira?
1.1. O sistema de formação – caracterização dos diferentes percursos
1.2. O sistema de emprego – organização e funcionamento
1.3. As actividades profissionais associadas ao curso
1.4. Meios de procura de emprego
1.5. Sistemas de suporte – informais (família e amigos) e formais (escola, centros de emprego,
sindicatos)
1.6. Os interesses, os valores e as aptidões como dimensões psicológicas fortemente estruturantes
da carreira
2. O que aprendi?
2.1. Factores que me facilitam ou dificultam a aprendizagem
2.2. O curso e o meu futuro pessoal e profissional – a instrumentalidade do período de formação
para a concretização das etapas futuras
2.3. Os referenciais de emprego e de formação do curso
3. Quem sou?
3.1. O auto-conhecimento quer nos aspectos relativos à formação escolar e profissional, quer nos
associados a outros papéis (filho, colega, desportista, voluntário, etc.)
3.2. O auto-conhecimento e os diferentes contextos de vida (escolar, familiar, associativa, etc.)
3.3. O balanço das competências: processo apoiado de descoberta das características individuais
por referência ao perfil profissional do curso
2. O que aprendi?
3. Quem sou?
4. O que quero
ser / fazer?
5. Quais os passos a
dar?
1. O que influencia
a minha carreira?
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4. O que quero ser / fazer?
4.1. Estratégias para a exploração, avaliação/selecção e implementação das alternativas de
formação ou emprego
4.2. Relacionar as alternativas de formação com os interesses vocacionais, valores e aptidões
4.3. Relacionar as actividades profissionais com os interesses vocacionais, valores e aptidões
5. Quais os passos a dar?
5.1. O processo de tomada de decisão
5.2. Os elementos que o integram – decisões e decisores
5.3. O processo de transição e as competências facilitadoras do mesmo
5.4. Implementar e reformular em função da avaliação permanente quer dos obstáculos, quer das
oportunidades
5.5. A importância dos planos alternativos
5.6. Transição activa
5.7. Expressão de um projecto de vida / carreira
vs. transição passiva
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Orientações metodológicas
Mobilizar os alunos na identificação das tarefas associadas à conclusão do curso e à
transição
para o mundo do trabalho ou prosseguimento dos estudos;
nos processos de recrutamento e selecção, para que os alunos possam enriquecer o seu
repertório de competências;
Simular situações role-playing) que possam ocorrer em contexto real de trabalho, assim como
Organizar debates em torno das temáticas do (des)emprego, da formação e da qualificação;
Sensibilizar os alunos para o recurso frequente a diferentes tipos de fontes de informação;
espaço europeu (serviços de psicologia e orientação, centros de emprego, unidades de inserção
na vida activa, associações profissionais e sindicatos, institutos da juventude);
Promover a exploração dos recursos e meios disponíveis quer no território local, quer no
organizando encontros estruturados com profissionais da área de formação dos alunos ou
actividades de observação;
Possibilitar o alargamento e reestruturação das grelhas de leitura da realidade profissional
contextos de realização (escola e trabalho);
Preencher documentos tidos como essenciais na relação do aluno com os seus futuros
que os alunos estruturam projectos para uma etapa importante das suas carreiras;
Envolver a família na expressão de valores e atitudes tidas como essenciais no momento em
Concretizando e, a título de exemplo, podem ser actividades no âmbito de cada uma das
dimensões que se apresentam:
Convidar os alunos à produção, apresentação e discussão de narrativas / biografias do futuro.
1. O que influencia a minha carreira?
Explorar material informativo sobre cursos, escolas e profissões
Organizar exposições sobre a oferta formativa do concelho
Realizar saídas de estudo a escolas secundárias, profissionais e centros de formação
Participar em Feiras de Orientação Escolar e Profissional
trabalho
Organizar Seminários em torno da problemática - a formação dos jovens e o mercado de
Realizar entrevistas a profissionais da área de formação do curso
Entrevistar empresários de sectores de actividade relacionados com o curso
Discutir o perfil do curso
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Organizar simulações de trabalho
Organizar simulações de processos de selecção e recrutamento
e Centros de Emprego
Realizar reuniões com estruturas formais de apoio ao emprego e formação – SPO, UNIVA
nos meios de informação
Debater questões associadas ao emprego e à formação a propósito de notícias veiculadas
aspirações, rendimento escolar, etc.
Realizar jogos de apresentação e outros em torno da temática dos interesses, projectos,
Seguir um profissional passo a passo (Job Shadowing)
2. O que aprendi?
produzido para o efeito
Identificar as competências finais de curso – consulta de material informativo
curso (trabalho conjunto de professores e alunos)
Identificar os contributos das diferentes disciplinas para o referencial de formação do
agentes, que não a escola, tiveram no desenvolvimento de competências essenciais
ao exercício profissional ou à continuação dos estudos no ensino secundário (explorar
o papel dos pais, amigos, actividades extra-escolares, etc.)
Recorrer a grelhas síntese para que o aluno consiga ponderar o contributo que outros
biografias e portefólios
Produzir documentos de apresentação: Curriculum Vitae, cartas de apresentação,
trabalho desenvolvido pelos alunos ao longo do curso
Organizar eventos (exposições, feiras, etc.) em que são apresentadas evidências do
3. Quem sou?
Convidar à auto-descrição com recurso a uma lista de adjectivos
Promover hetero-descrições com recurso a uma lista de adjectivos
Explorar as contradições entre ambas as descrições
escola)
Identificar interesses, valores e competências nas tarefas do dia a dia (dentro e fora da
públicas – trabalhar os valores associados a cada escolha
Escolher e explicar porquê a importância que para si têm determinadas figuras
Realizar estudos de Caso - para debater o conceito de sucesso e insucesso
de outros técnicos, nomeadamente, psicólogo dos SPO)
Realizar programas para o desenvolvimento de competências de estudo (colaboração
4. O que quero ser / fazer?
Proporcionar uma exploração estruturada das alternativas pós-curso
possa partilhar a valorização que faz de cada uma das alternativas
Realizar debates entre alunos, moderados pelos professores, para que cada jovem
mais realista das diferentes alternativas
Contactar com estudantes de outros níveis de ensino para proporcionar uma visão
vida ao longo do tempo futuro (do mais próximo ao distante)
Produzir narrativas em que se imaginam diferentes papéis, em diferentes contextos de
transição para um novo ciclo de estudos
Reunir com os pais e encarregados de educação para debater o seu papel no apoio à
5. Quais os passos a dar?
Solicitar aos alunos que listem acontecimentos que poderão ocorrer no seu futuro
Realizar biografias do futuro: para hierarquização de objectivos, selecção de
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Módulo 4:
Construção do Projecto de Vida
estratégias e mobilização de recursos
diferentes horizontes temporais
Desenhar linhas temporais e convidar cada um dos alunos a povoar a sua linha em
subsequente apresentação e discussão no grupo turma
Produzir planos de carreira em formato “Microsoft Powerpoint”, ou outro, para

O esquema conceptual (ver figura 3) apresenta cinco dimensões em torno das quais se podem organizar
as actividades:

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